Homilia

  • SOLENIDADE DA SAGRADA FAMÍLIA

     

    (1ª Leitura - Eclo 3,3-7.14-17a (gr.2-6.12-14);

    Salmo - Sl 127,1-2.3.4-5 (R. Cf 1);

    2ª Leitura - Cl 3,12-21;

    Evangelho - Mt 2,13-15.19-23).

     

                          Na liturgia de hoje, na qual celebramos a Solenidade da Sagrada Família, estamos diante de conselhos preciosos. Na primeira leitura, temos indicações de como os filhos devem tratar os pais: com honra, respeito, compreensão e caridade. Na segunda leitura, vemos a carta do apóstolo Paulo aos Colossenses, na qual Paulo exorta a comunidade a viver com o espírito do “homem novo”, cultivando as virtudes consequentes da união com Cristo: misericórdia, bondade, humildade, mansidão, paciência, mas, sobretudo, amor. E o trecho do evangelho segundo Mateus apresenta-nos uma família exemplar, a família de Nazaré, que nos indica o valor da escuta a Deus. Esses preciosos conselhos nos indicam o que é necessário para ter uma vida feliz.  

                        “Honrar pai e mãe” nos remete ao decálogo (Ex 20,12), honrar significa “encher de honra”, de glória. Nada mais justo do que oferecer “glórias” aos que nos deram a vida e são, em certo sentido, os representantes de Deus na terra; são os que cuidaram de nós, os que não mediram esforços para nos oferecer a melhor educação. Por isso, quem os respeita “alcança o perdão dos pecados” e “é como alguém que ajunta tesouros” (Eclo 3, 4-5).

                       No entanto, em nossa sociedade não faltam exemplos de ingratidão e desrespeito para com aqueles que nos precederam. No mundo em que vivemos, onde o valor supremo é a produtividade, muitas vezes os velhos são descartados, abandonados. Não é raro ocorrer o que diz um trecho de uma bela música caipira “Couro de boi”: “um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai”. Portanto, é muito atual a Palavra de Deus: “Meu filho, ampara o teu pai na velhice (...). Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; (...) a caridade feita a teu pai não será esquecida, mas servirá para reparar os teus pecados” (Eclo 3, 14-16).

                        Enquanto “homens novos”, devemos agir com misericórdia, bondade, mansidão e paciência. Mas o imperativo de nosso agir deve ser, sobretudo, o que Paulo nos recorda: “Amai-vos uns aos outros” (Cl 3, 14). É esse amor que vemos de modo tão fecundo na Sagrada Família que a fez superar as dificuldades.

                          A família de Nazaré enfrentou fadigas e até pesadelos, como podemos ver no trecho evangélico de hoje: Herodes queria matar o menino Jesus, por isso José e Maria pegaram o menino e fugiram para o Egito. Esse episódio nos faz recordar das inúmeras famílias que experimentam a dramática condição de refugiados, que fogem da guerra e da fome em busca de um lugar seguro para viverem com dignidade. Portanto, ao olharmos para a Sagrada Família somos convidados a meditar sobre todas as famílias sofredoras de nosso tempo, as excluídas, marginalizadas pelo egoísmo do próprio homem.

                       Um grande testemunho que a família de Nazaré nos dá é sua capacidade de ouvir a Deus, pois é na escuta a Deus que se encontram a fortaleza e a esperança para vencer as adversidades da vida. Ao ouvir o anjo do Senhor, a família de Nazaré se desinstala e caminha... Essa capacidade de ouvir e pôr-se a caminho deve ser também a capacidade de nossas famílias. Mesmo em meio às dificuldades, temos de caminhar, prosseguir, enfrentar os nossos medos, os nossos pesadelos para alcançar a plenitude de vida querida por Deus.

                     Portanto, como as leituras de hoje nos indicam, devemos nos revestir “de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência”, mas, sobretudo, “amar uns aos outros”. Que possamos honrar nossos pais e, a exemplo da família de Nazaré, possamos ouvir a Deus e viver esse amor transformador que nos conduz à felicidade. Amém!

     

    Frei Alexandre Francisco de Marchi Silveira, OP

     

  • Natal do Senhor

    25 de dezembro de 2016

     

    Ó Deus, que admiravelmente criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a sua dignidade, dai-nos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    (Oração da coleta, Missa do dia de Natal, Missal Romano)

     

             Na oração da coleta (oração que, após o ato penitencial, o presidente da celebração dirige ao Senhor) da missa do dia de Natal, encontramos a manifestação da alegria da Igreja, que agradece o Senhor pela Encarnação de seu Filho.  Após quatro semanas de atenção e de reforçada caridade, no tempo do Advento, os cristãos se alegram em poder agradecer o Criador, por este vir ao mundo em carne humana, abrindo aos homens a porta da plenitude.

             A oração é antecedida pela antífona de entrada, baseada na profecia de Isaías:

     

    Um menino nasceu para nós: um filho nos foi dado! O poder repousa nos seus ombros. Ele será chamado “mensageiro do conselho de Deus” (Is 9,6)

             A leitura da antiga profecia nos recorda que na humildade de um recém-nascido repousa o poder de Deus. Mais ainda: este menino “nasceu para nós”. Seu nascimento está no projeto da salvação. A vinda do menino possui destinatários: todos nós, humanidade ferida, marcada pelo pecado e pela divisão, fragilizada diante do tentador, sedenta do auxílio divino. Com a Encarnação de Jesus, Deus se faz homem e inicia o ponto alto da história da salvação. O menino nos salva e nos apresenta, como lemos na antífona, uma “mensagem”. Em si mesmo, sem poder articular palavra alguma, o recém-nascido é o mensageiro do rosto verdadeiro de Deus, “imagem do Deus invisível” (Cl 1, 15), que se fez pobre para nos enriquecer (cf. 2 Cor 8, 9). A brilhante intuição de Nosso Pai São Francisco de Assis, ao montar o presépio, faz com que os cristãos em todo o mundo possam se encantar com a simplicidade da vinda do Senhor. A marca de sua primeira vinda, que hoje celebramos, é a humildade, como já recordavam pregadores como Pierre de Blois e São Bernardo de Clervaux.

             A oração da coleta recorda que Deus é criador. Mas não somente. Ele é também salvador de sua criação. Ele a criou admiravelmente, mas de modo mais admirável restabeleceu sua dignidade. O teor da presente oração é quase idêntico àquela rezada após a primeira leitura e salmo da Vigília Pascal (Gn 1, 1 – 2,2 e Sl 104, respectivamente). O uso da palavra “dignidade”, entretanto, faz eco a um dos sermões de Natal do Papa São Leão Magno (cf. PL 54, 192-193), e vem ao encontro da noção de redenção. O homem além de criado por Deus à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 27) é redimido pelo amor do Filho, em seu sacrifício pascal. Sua dignidade é inigualável, superior à dos anjos. É nesta antropologia profundamente bíblica que se baseiam os cristãos na defesa intransigente da vida e da dignidade humanas, em todas as suas dimensões.

             Ao colocarmos o Natal em paralelo com a Páscoa, torna-se evidente que nossa salvação já começa na Encarnação. É um mesmo o Senhor que nos amou até o fim (cf. Jo 13, 1) e o menino que nos foi dado. Ele só pôde se entregar por nós porque assumiu nossa carne. E não somente nos redimiu, mas nos mostrou o verdadeiro rosto de Deus, que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8.16). Segundo Santo Irineu de Lyon, pelo envio do Filho (que não ocorre separadamente àquele do Espírito Santo) conhecemos o braço amoroso do Criador, sua verdade que ilumina nossa vontade. E como é a verdade que nos liberta (cf. Jo 8, 32), toda a existência de Cristo é salvífica, como ensinou Santo Tomás de Aquino. “A mim, ensinou-me tudo”, escreve Fernando Pessoa (sob o pseudônimo de Alberto Caeiro) em seu “Guardador de Rebanhos” VIII, conhecido como “Poema do Menino Jesus”.

             Finalmente, pela oração da coleta deste dia, a Igreja faz um audacioso pedido ao Pai: que possamos participar da divindade daquele que se dignou assumir nossa humanidade. Tal oração é feita, de forma silenciosa, pelo sacerdote (padre ou bispo) ao preparar o cálice, no início da liturgia eucarística (a segunda parte da missa, que sucede a liturgia da Palavra). O pedido, repetido a cada Eucaristia, nos recorda a fé da Igreja segundo a qual a Encarnação trouxe à vida humana todas as possibilidades que o pecado lhe havia tirado. A vida em Cristo não diminui, mas, ao contrário, eleva o ser humano ao máximo de suas potencialidades. E se esta vida nova, caminho de conversão, nos pede renúncias, é porque é preciso deixar para trás tudo aquilo que nos impede de ir livremente ao encontro do Senhor, por mais enganadoras e pseudo-prazerosas que sejam as formas do pecado.

             De certo modo, todas as criaturas já participam da realidade do Criador. Não somos feitos da “substância” de Deus. Ele é totalmente outro. Mas nosso ser tem Nele sua origem e também a base de sua existência. É Ele quem nos cria e que sustenta nossa existência. Mas, além disso, no mistério de Cristo, a liberdade de cada homem, iluminada pela verdade do Evangelho, pode se abrir para a restauração em si da “semelhança” com Deus perdida. Viver o Evangelho, a cada dia, crescendo progressivamente nesta via, é configurar-se ao Cristo. E quem o faz, torna-se como Deus. É em Cristo, como já dissemos no início, que vislumbramos a imagem do Deus invisível. Vivendo seu Evangelho, na docilidade ao Espírito Santo, nosso rosto se torna como o de Cristo, imagem de Deus.

             Padre Jean Lafrance, escritor canadense, possui uma bela intuição neste sentido: o Pai só ouve as orações de seu Filho. A oração, na força do Espírito, transforma nosso rosto naquele do Filho. Assim, quando o Pai ouvir nossa oração, ele a atenderá, pois verá em nosso rosto aquele do seu próprio Filho.

    Feliz Natal.

     

    Frei André Tavares OP

    Couvent Saint-Jacques (Paris)

  • REFLEXÃO HOMILÉTICA PARA O 4º DOMINGO DO ADVENTO – ANO A (18 de dezembro de 2016).

    DOMINGUES DA SILVA OP, Mateus.1

    «No mesmo movimento em que o Pai gera seu Filho Unigênito em mim, gero-o eu de volta para dentro do Pai.» (Mestre Eckhart OP, 1260-1328).2

     

                   Nunca é demasiado repetir que a finalidade dos Evangelhos não é nos informar sobre as circunstâncias materiais da concepção de Jesus nem sobre a história de seus familiares; os evangelistas – o que inclui evidentemente Mateus – não têm, na verdade, nenhuma ideia sobre. Relatos como os dos evangelhos da infância, se lidos de maneira literalista, podem facilmente fazer nos perder no superficial. Se não houvesse uma sexta-feira santa, isto é, um momento da crucifixão e morte de Jesus, nem um domingo de Páscoa, isto é, um instante a partir do qual Jesus crucificado passou a se manifestar como vivo e glorificado, nenhum evangelista poderia dizer nada sobre o nascimento de Jesus; os autores sagrados estão íntima e existencialmente convencidos de que Jesus crucificado está vivo. O fato de Jesus ter sido rejeitado e excomungado pela religião, condenado e morto pelo establishment e pela ordem, glorificado e exaltado por Deus, é muito mais importante do que qualquer narração sobre as origens genealógicas e familiares do Cristo. Na verdade, Jesus teria mesmo sido rapidamente esquecido, não fosse o fato de que, uma vez condenado e morto na cruz, foi levantado dentre os mortos e está verdadeiramente vivo, se manifestando como Vivo e Senhor. Feita essa observação inicial, o relato evangélico de hoje (Mt I, 18-24) nos permite apreender, de maneira mais intensa, o sentido do advento. O Deus criador que virá através de Jesus Cristo, Ele já veio, no passado, através do mesmo Jesus; por meio do próprio Cristo ressuscitado, Deus também vem, no tempo presente. O Deus de Jesus é Deus que é Deus em nós, Deus conosco.

     

                    Dito tudo isso de outra maneira, se no natal celebramos o nascimento de Jesus de Nazaré sem referência à Páscoa, passamos ao largo do sentido e do alcance da festa. Com efeito, o que os textos evangélicos nos relatam é o início da vida daquele que  foi crucificado e ressuscitado contado à luz da Páscoa. Na sua carta aos Romanos, na segunda leitura de hoje, o apóstolo Paulo afirma claramente que Jesus é o Filho de Deus na Páscoa graças ao evento morte-ressurreição: “autenticado como Filho de Deus com poder, pelo Espírito de Santidade que o ressuscitou dos mortos, Jesus Cristo, Nosso Senhor.” (Rm I,4); não que tenha existido um instante em que Jesus não fosse o Filho de Deus antes de sua morte ou que Jesus só se tornou “filho de Deus” na cruz e na ressurreição – não, não é isso! De toda maneira, o que Paulo e os testemunhos mais antigos do Novo Testamento sublinham é que a filiação divina de Jesus tem, como primeiro e mais importante ponto, sua razão de ser, na morte e ressurreição de Jesus, de sorte que o Apóstolo escreveu: “Segundo a carne foi descendente de Davi” (Rm I,3), e Mateus pode inclusive afirmar que a profecia de Isaías ao rei Acaz, que se faz presente na primeira leitura de hoje: “Eis que uma virgem [i.e., uma jovem] conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco.” (Is 7,14; Mt 1,23), realiza-se no Cristo crucificado. Não é por acaso que Mateus criou um relato do nascimento para expressar esta dupla identidade do Jesus ressuscitado expressa em termos de dupla filiação: Filho de Davi por José (v. cf. Mt 1,20b), que simboliza o povo de Israel e transmite a Jesus sua filiação humana, e Filho de Deus por Maria, que representa a Igreja em que é engendrado o Cristo pelo Espírito Santo e que transmite a filiação divina de Jesus (v. cf. Mt 1,20c).

     

                        À luz do evento morte-ressurreição, Mateus – assim como Lucas – desenhou, tal qual uma obra de arte, as circunstâncias do nascimento de Jesus. A concepção virginal da mãe de Jesus – chamada nos sinóticos e nos Atos dos Apóstolos de “Maria” – foi interpretada de diversas maneiras ao longo da história. Houve quem visse aí a condenação ao sexo; houve também quem visse a liberdade de Deus que ultrapassa as leis naturais; outros já viram em Jesus o novo Adão, o qual, assim como o velho Adão, foi engendrado unicamente pela vontade soberana de Deus; ou ainda – minha interpretação favorita – trata-se simplesmente de sublinhar a extrema delicadeza de Deus, que  se faz carne em nós sem jamais violar nossa liberdade e o contexto em que estamos inseridos.  Assim, a peça literária de Mateus sobre a genealogia e a concepção de Jesus concerne a todos nós, pois toda pessoa cristã está, por assim dizer, «grávida»  do Cristo por meio do Espírito Santo para transmiti-lo ao mundo. É também a missão dos cristãos comunicar e fazer manifestar um Deus que é somente Deus na medida em que é Deus conosco. Eis aqui o sentido da oitava do natal de Jesus que celebraremos por oito dias a partir do próximo dia 25... O Deus que professamos em nossa fé é um Deus que é conosco, isto é, em nós? Estamos dispostos a partilhar Deus? O filósofo e pregador João Eckhart, o famoso Mestre Eckhart, um dos mais ilustres nomes nos oitocentos anos da Ordem dos irmãos pregadores e na história da teologia cristã, tem toda razão: «Somos um único Filho que o Pai gerou eternamente da escondida escuridão da eterna escondidade, mas permanecendo no primeiro princípio da primeira pureza que lá é a plenitude única de toda a pureza. […] Desta pureza ele me gerou eternamente como o seu Filho unigênito, na imagem da sua eterna paternidade, para que eu seja Pai e gere aquele do qual eu fui gerado. […] No mesmo movimento em que o Pai gera seu Filho Unigênito em mim, gero-o eu de volta para dentro do Pai» (2). Estamos dispostos a levar às últimas consequências o fato de que geramos o Filho único de Deus e somos, portanto, pais e mães de Deus?

     

    Mateus DOMINGUES DA SILVA é frade pregador e islamólogo, membro da equipe do IDEO do Cairo – Institut  Dominicain d’Études  Orientales  du  Caire).

     

    ECKHART, Meister. Die deutschen Werke I. Stuttgart: Kohlhammer, 1958, pp. 518 e 519.

     

Notícias

  • Muita coisa mudou no cenário político do Brasil desde que o assessor de movimentos sociais Carlos Alberto Libânio, 72, o Frei Betto, lançou "A Mosca Azul". A obra, que mostrava a relação do Partido dos Trabalhadores com o poder, completou dez anos desde que foi lançada, em 2006 --época em que o PT, a despeito do escândalo do mensalão, eclodido em 2005, ainda detinha o governo. Naquele ano, aliás, a maior parte do eleitorado daria a Luiz Inácio Lula da Silva um segundo mandato na Presidência e abriria o caminho para que o petista definisse sua sucessora, Dilma Rousseff, nas duas eleições subsequentes.

     

    Continue lendo:

    http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/11/19/frei-betto-pt-tem-que-descer-do-salto-e-calcar-sandalias-da-humildade.htm

  • "Lebret fue pionero -junto al economista François Perroux, promotor de los polos de desarrollo- de un nuevo enfoque del planeamiento urbano y territorial, y elaboraron la visión fundacional de la Economía Humana buscando "el desarrollo de todo el hombre y de todos los hombres". Este objetivo del desarrollo será propuesto repetidamente por Lebret y asumido expresamente por Pablo VI en la encíclica Populorum Progressio (1967)", escribe Eloy Mealla, licenciado en Filosofía con Posgrado en Cooperación y Desarrollo, en artículo publicado por Religión Digital, 26-10-2016.

    http://www.ihu.unisinos.br/561654-l-j-lebret-pionero-de-otro-desarrollo

  • Depois que a Éditions du Cerf reeditou dois dos seus livros (Eu vos chamo de amigos e Que a vossa alegria seja perfeita), o grande teólogo dominicano concedeu uma entrevista exclusiva ao Le Point. A entrevista é de Jérôme Cordelier e publicada no sítio francês Le Point, 19-04-2014. A tradução é de André Langer.

     

    http://www.ihu.unisinos.br/noticias/530741-nossa-epoca-sofre-do-mal-da-banalidade-entrevista-com-timothy-radcliffe

  • TOMÁS DE AQUINO E PAULO FREIRE Pioneiros da inteligência, mestres geniais da educação nas viradas da História DE FREI CARLOS JOSAPHAT, OP

    DATA: 27 de Agosto as 18h00

    LOCAL: Pavilhão de Exposições do Anhembi - Santana - SP

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